Cnsulte seu local de prova aqui.
Boa sorte a todos!
Esse blog tem por objetivo destacar conhecimentos físicos e debater sobre o desenvolvimento do ensino de física nas escolas de nível médio, bem como debater assuntos relativos à educação.
sábado, 5 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Ondas Mecânicas
Para o entendimento básico das características básicas de todas essas ondas, iniciamos o nosso estudo pelas ondas mecânicas. Quando deixamos cair uma pedra em um lago, sua energia cinética é transferida para as partículas adjacentes da água, em forma de pressão, formando o que se convencionou chamar de "onda mecânica". Essa onda mecânica se desloca como um círculo em expansão. Imaginando várias pedras caindo em intervalos regulares, poderemos visualizar a criação de uma série de círculos concêntricos, todos se deslocando da mesma forma que o primeiro.
Quanto maior a freqüência de pedras caindo, maior será o número de ondas em um mesmo intervalo de tempo, o que definirá a freqüência dessas ondas. Assim se jogarmos trinta pedras em um minuto, teremos trinta cristas de onda em um intervalo de um minuto, o que nos dará a freqüência de 30 ondas por minuto. Quanto maiores forem as pedras, ou quanto maior a força com que essas pedras são lançadas sobre a água, maior a altura dessas ondas, o que vai definir outro parâmetro básico e comum a todas as ondas, que é a sua altura, intensidade ou nível.
Visualize essas ondas transversalmente e analise as suas características:
A = amplitude da onda = a unidade de medida depende do tipo da onda: do mar = metros; sonora = (dB) decibéis; eletromagnética = (v) volts; etc...;
B (em espaço) = comprimento da onda = normalmente em metros, múltiplos e submúltiplos;
B (em tempo) = Período da onda = em segundos, múltiplos e submúltiplos;
Nota: a freqüência da onda é o número de ondas inteiras (ou ciclos) em uma unidade de tempo, por exemplo: se em um segundo tivermos 30 ondas inteiras, a freqüência será de 30 ciclos por segundo, o que eqüivale a 30 hertz (30Hz), já que a unidade Hertz, significa ciclos por segundo.
Com essa mesma visualização transversal nosso cérebro cria a exata impressão de que estamos observando o deslocamento de uma massa d’água na direção contrária à sua origem. Se isso fosse verdade, as praias estariam inundadas da água do mar e os oceanos estariam se esvaziando a cada onda que chegasse à praia...
Outro exemplo experimental que podemos utilizar para essa visualização é o da bola de bilhar. Se enfileirarmos diversas bolas de bilhar em linha reta em uma mesa, todas as bolas encostadas umas nas outras, e dermos uma tacada na primeira, apenas a última sofrerá o deslocamento da tacada. Todas as outras continuarão paradas. O que houve? A energia do choque da tacada foi transmitida da primeira à última bola e só a última, por não ter qualquer resistência, deslocou-se.
No mar ocorre o mesmo. As moléculas vão se chocando e só as últimas se deslocam em direção à praia, mas logo voltam pela ação da gravidade. É o choque entre as moléculas da água que vai transmitindo a energia cinética da primeira pedra até alcançar a última molécula naquela direção, ou seja, a propagação das ondas na água é feita pela troca de energia entre as moléculas da água. Largando uma rolha com um peso na superfície da água podemos observar seu deslocamento vertical e comprovar o que estamos estudando. O objeto na superfície da água só sofrerá algum deslocamento se impelido por ventos de superfície, correntes marítimas, etc..., mas nunca pelo efeito da "onda".
Elas são as que consideramos menos misteriosas, principalmente por termos a possibilidade de visualizar seu comportamento com mais facilidade que as demais, e por não apresentarem características imprevisíveis. As ondas mecânicas transmitem uma certa intensidade de força mecânica quando atingem, por exemplo, o tímpano da pessoa. O meio de transmissão dessas ondas são as moléculas dos líquidos, do ar atmosférico, ou das matérias sólidas, como por exemplo o barbante esticado em um telefone de lata, usado em brincadeiras infantis, ou as moléculas do trilho da linha férrea, quando encostamos o ouvido para verificar se já vem o trem. O meio estará estável até que alguma força mecânica o atinja, iniciando a formação da onda. O que ocorre na água também acontece no ar. Nesse caso as vibrações das cordas vocais ou das cordas de um violão, por exemplo, alteram a estabilidade da massa de ar atmosférico, formando a onda sonora, que, embora seja idêntica a onda do mar, não pode ser vista, por não sermos capazes de ver a massa de ar atmosférico.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
FUVEST - 2010
A prova foi considerada objetiva e bem elaborada por professores. Quem tiver interesse na prova e na correção, esse é o link. Boa sorte aos vestibulandos, desejo que seus esforços sejam recompensados.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A FUVEST RESOLVEU CONPENSAR COM BONUS O ADIAMENTO DO ENEM
Pra conpensar o adiamento do ENEM que fez com que a USP não usasse a sua pontuação, a FUVEST criou uma espécie de bonus.
Acessem o link e saíbam tudo que tá rolando.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
A Física e a Filosofia da Física são uma viagem.
Você já imaginou como os primeiros conceitos físicos foram formulados?
Acesse o link e encontrará vários textos filosóficos da física.
Faça uma boa viagem!!!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Beijos em Universidades Chinesas são Proíbidos.
Se beijar é proíbido, imagina um minivestido. Lá o bicho pega, prefiro o Brasil!!!
Após tumulto na Uniban, atriz vai a faculdades com microvestido e irrita garotas
Será que os reporteres não têm mais o que fazer? Após um verdadeiro tumulto causado numa instituição de ensino superior, eles resolvem testar outras universidades.
Pelo amor de Deus!!!
Procurem o que fazer.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Reflexão da Luz
Reflexão é um fenômeno físico no qual ocorre a mudança da direção de propagação da luz (desde que o ângulo de incidência não seja de 90°). Ou seja, consiste no retorno dos feixes de luz incidentes em direção à região de onde ela veio, após os mesmos entrarem em contato com uma determinada superfície refletora.
Quando a luz incide sobre uma superfície e retorna para o meio em que estava se propagando, dizemos que ela sofreu reflexão. A reflexão difere da refração, pois a refração consiste no desvio de luz para um meio diferente do qual a luz estava se propagando. A reflexão pode ser de dois tipos: reflexão regular, quando os raios de luz incidem sobre superfícies totalmente polidas, e reflexão difusa, quando os raios incidem sobre superfícies irregulares. Essa última é a responsável pela percepção do ambiente que nos cerca.
Para representar graficamente os raios de luz que incidem sobre uma superfície, existe as leis da reflexão, que nos auxiliam na visualização dos raios de luz sobre a superfície. São elas:
1° lei – O raio incidente, o raio refletido e a normal são coplanares, ou seja, pertencem ao mesmo plano.
2° lei – O ângulo de reflexão é igual ao ângulo de incidência, ou seja, r = i.
A reflexão é utilizada tanto na construção quanto na utilização dos espelhos. Esses são largamente utilizados, tanto planos quanto esféricos.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Jornais estrangeiros dão destaque à expulsão de aluna...
Onde vai parar tudo isso? (1) uma roupa inadequada ao ambiente acadêmico; (2) uma manifestação sem pé nem cabeça de "alunos" universitários que mais pareciam animais; (3) entrevistas e mais entrevistas de pessoas buscando a fuga do anonimato; (4) uma reação opressora de uma instituição que nem conseguiu controlar seus alunos.
É o fim do mundo.
A instituição deveria realizar um projeto de conscientização dos alunos, impor regras de convivência mais severas pra que isso não voltasse a ocorrer e preparar seus funcionários para momentos de crise.
Ao invés disso, resolve expulsar a aluna, achando que estará resolvendo o problema, acredito que seja apenas a ponta do iceberg, tem muita coisa ainda pra aparecer.
É o fim do mundo.
A instituição deveria realizar um projeto de conscientização dos alunos, impor regras de convivência mais severas pra que isso não voltasse a ocorrer e preparar seus funcionários para momentos de crise.
Ao invés disso, resolve expulsar a aluna, achando que estará resolvendo o problema, acredito que seja apenas a ponta do iceberg, tem muita coisa ainda pra aparecer.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Gaiolas e Asas
Os pensamentos me chegam de forma inesperada, sob a forma de aforismos. Fico feliz porque sei que Lichtenberg, William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Digo "atacados" porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou: "Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas".
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-las para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, como dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra - e a domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres.
Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres.
Nos tempos de minha infância, eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca e pisava no poleiro. E era uma vez um passarinho voante. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguentado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.
Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, que todos, tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação?
O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E, para testar a qualidade da educação, criam mecanismos, provas e avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.
Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é "dígrafo"? E os usos da partícula "se"? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante"? Qual a utilidade da palavra "mesóclise"? Pobres professoras, também engaioladas... São obrigadas a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. Isso é hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: "Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. E aprender à sua maneira".
O sujeito da educação é o corpo, porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era "ferramenta" e "brinquedo" do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender "ferramentas", aprender "brinquedos".
"Ferramentas" são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia. "Brinquedos" são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma.
Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo da educação. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo.
Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria de se perguntar: "Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?" Se não for, é melhor deixar de lado.
As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos.
Há esperança...
Rubem Alves
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